Moradores e visitantes de Itabira e Santa Maria de Itabira poderão treinar ações de segurança em caso de emergência envolvendo barragens

Simulado, que será realizado no dia 13 de abril pelas Defesas Civis Municipais, com apoio da Vale, é um direito da população previsto em lei As comunidades dos...

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Simulado, que será realizado no dia 13 de abril pelas Defesas Civis Municipais, com apoio da Vale, é um direito da população previsto em lei

As comunidades dos municípios de Itabira e Santa Maria de Itabira poderão participar de um treinamento sobre os procedimentos de segurança, em caso de emergência envolvendo barragens. No dia 13 de abril, sábado, às 10h, as Defesas Civis Municipais realizarão, com apoio da Vale, o simulado prático de emergência com a população que reside ou transita na Zona de Altossalvamento (ZAS) das estruturas Alcindo Vieira, Borrachudo, Borrachudo II, Cemig I, Cemig II, Dique Quinzinho, Jirau, Piabas e Santana.

A atividade preventiva atende a requisitos legais. O objetivo da ação é reforçar a cultura de prevenção e orientar os moradores que vivem na ZAS, além de visitantes, órgãos públicos e empregados da empresa, sobre como agir em uma suposta situação real de emergência.

A participação no simulado é facultativa e um direito da população previsto em lei. É uma oportunidade para que a comunidade conheça as medidas de segurança, e para que representantes dos órgãos públicos avaliem e identifiquem se a sinalização de emergência e o sistema de alerta e alarme estão operando corretamente. A atividade está inserida no Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM).

Como o simulado acontece?

São Sebastiao das Águas Claras, Nova Lima (MG), Brasil, 20/09/2023 – Simulado Macacos – Reparação Brumadinho 5 anos. Na foto: Placa de Indicação de Rota de Fuga.
L.FIGUEROA FOTOGRAFIA
No horário do exercício simulado, ocorrerá o toque real de sirenes – antes, será emitida uma mensagem informando que se trata de um simulado. Ao ouvir o alerta sonoro, os participantes deverão seguir as placas de rotas de fuga e se dirigir ao ponto de encontro mais próximo, que são os locais seguros e protegidos de risco relacionado à barragem.

A atividade é aberta a todos que desejarem participar do treinamento, sendo especialmente recomendada para as pessoas que residem ou circulam na Zona de Autossalvamento (ZAS) das estruturas. Os locais que estão nesta área são: Borrachudo, Monjolo Carolina, Mandembo, Rocinha, Quintas da Rocinha, Padres, Gatos, São Pedro, Gaspar e zonas rurais localizadas em Itabira, e Gaspar, Flor do Vale, Morro do Vale, Córrego dos Lages, Cordeiros, Morro Queimado/Chácara, Piteiras, Soares e Zonas rurais localizadas em de Santa Maria de Itabira.

A Zona de Autossalvamento é a região em que se considera não haver tempo suficiente, para uma intervenção das autoridades competentes em uma suposta situação de emergência envolvendo barragens de mineração. É uma área definida pela maior das seguintes distâncias: 10 km ou a extensão que corresponda ao tempo de chegada da onda de inundação – ou seja, caminho pelo qual o conteúdo da barragem seguiria em caso de rompimento – igual a trinta minutos.

Prevenção e monitoramento

Com objetivo de desenvolver e fortalecer a cultura de prevenção nas comunidades onde atua, a Vale tem equipes dedicadas a fazer a gestão de emergências junto às pessoas e em apoio à Defesa Civil e órgãos competentes. Para isso são realizados, periodicamente, treinamentos e exercícios simulados para preparar a população em caso de eventuais emergências com barragens, além de testes rotineiros dos equipamentos de alerta. O foco prioritário é a segurança das pessoas, o cuidado com o meio ambiente e a redução de riscos.

As principais barragens da Vale são monitoradas 24 horas por dia e 7 dias por semana pelos Centros de Monitoramento Geotécnico (CMGs) da empresa, assim como devidamente fiscalizadas pelos órgãos competentes, além de receberem inspeções regulares de equipes internas e externas, que agem prontamente quando são necessárias ações preventivas ou corretivas.