12 fotos e a linda história da mãe que deu à luz em casa junto com filha de 3 anos

Para a parteira Alana Queiroz, mãe da pequena Luiza, de 3 anos, depois de viver a experiência do parto domiciliar, é difícil pensar em outra forma de dar...

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Para a parteira Alana Queiroz, mãe da pequena Luiza, de 3 anos, depois de viver a experiência do parto domiciliar, é difícil pensar em outra forma de dar à luz o bebê. Por isso, durante toda a gestação de Benjamin e sabendo que gostaria que sua filha estivesse presente no momento, ela a preparou para a experiência. O resultado foi registrado pelas lentes da fotógrafa Michele Pampanin, que revelou momentos de pura cumplicidade.

Parto domiciliar de Alana

Em entrevista ao Bolsa de Mulher, Alana contou que é difícil imaginar-se parindo sem o aconchego do próprio lar, o respeito de todos em volta, a participação da família, a equipe escolhida por ela e todas as outras particularidades do parto domiciliar. “É seu ambiente, é tudo aconchegante, desde que eu engravidei, não tinha dúvida do que eu queria”, explica.

Como preparar as crianças para participar

Outra grande vantagem de dar à luz em casa é poder ter mais acompanhantes, participação que costuma ser limitada a uma pessoa nos hospitais. Alana queria que a filha mais velha participasse do momento, por isso, a instruiu durante toda a gestação sobre o que poderia acontecer no parto, como gritos e choro, por exemplo, e até mostrou o vídeo do parto de Luiza para ela, “vendo que aquilo aconteceu com ela e aconteceria também com o irmãozinho”, explica Alana.

Mais uma preocupação de Alana foi ter alguém por perto para cuidar da menina caso ela ficasse assustada e quisesse sair dali. No caso, foi a avó da pequena quem ficou encarregada do cuidado.

“Eu falei para ela que se ela ficasse assustada, a vovó dela estaria aqui e que ela poderia sair se quisesse, mas que eu gostaria muito que ela estivesse comigo, mas a deixei bem à vontade para escolher aquilo que ela quisesse e para que o parto não fosse um evento traumático para ela e sim algo que ela curtisse, gostasse de estar ali naquele momento para receber junto com a gente o irmãozinho dela”, contou Alana.

Como foi o nascimento de Benjamin

Alana conta que no momento em que as contrações começaram Luiza ainda estava dormindo, então, quando ela acordou o trabalho de parto já estava mais avançado. “Ela me viu e sorriu e em nenhum momento teve medo”, conta Alana. “Quando eu entrei na banheira, perguntei: ‘Você quer entrar comigo?’, e ela já logo entrou”.

Entre um mergulho e outro na água, Luiza chamava atenção da mãe na espera por Benjamin. “Quando eu tinha dor ela me abraçava, me beijava e passava a mão no meu rosto e aquilo para mim foi um bálsamo”, conta Alana. “Eu não consigo, e talvez nunca consiga, descrever essa sensação de ter ela ali, curtindo aquele momento, me amparando naquele momento da chegada do irmão dela”.

Quando Benjamin finalmente estava nascendo, Alana gritou bastante e ao procurar Luiza assustada, ela encontrou a menina “olhando assim, com o olhar sereno, e só esperando o irmão nascer”.

“Não tem como explicar o que significou a participação dela para mim. Foi muito importante. Me deu forças. Em nenhum momento me incomodou em nada. Eu queria que ela estivesse comigo e ela esteve. Eu já sabia que tinha uma companheira de vida e agora tive mais certeza ainda”.

Ensaio fotográfico do parto

As imagens do parto são da fotógrafa Michele Pampanim, que contou ao Bolsa de Mulher que é comum que irmãos participem de todo ou parte do processo quando o parto acontece em casa. “No caso do parto da Alana, eu já sabia que a Luiza ia participar, sabia da expectativa. A mãe nos contou que a Luiza separou a primeira roupinha do Benjamin um dia antes. Esse amor e acolhimento por parte da criança é natural, esperado. Eu só entrei no clima e fui fotografando”.

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